Os caminhos da esquerda regional [de 2016]



Desde semana passada ocorrem no país as manifestações contra o governo Temer. Estas iniciativas e bem maiores do que a estimativa do próprio governo, apenas mostram o tamanho da insatisfação diante do cenário de crise econômica e política. Nem mesmo diante da manobra parlamentar - o impeachment de Dilma - não se conseguiu dá um desfecho sob situação nacional.

Quando observamos cenário político regional não estamos somente da disputa eleitoral. Hoje o governo Temer está bem serviço de candidatos à prefeitura de Manaus. E não me resta dúvidas que próximo governo municipal vai garantir aplicação total do ajuste fiscal.

Antes do período eleitoral tivemos mobilizações que aconteceram de forma pontual e dispensa, mas apresentando uma elementar disposição à luta contra as medidas dos governos de plantão. Bom exemplo, foram os atos 'Fora Temer' e a edição 2016 do 'Grito dos Excluídos'. Afinal aonde a esquerda socialista regional está neste cenário?

Nosso artigo buscará promover uma reflexão e dá uma respectiva diante do cenário regional. E me faço repetir:  este é cenário uma nova oportunidade política para esquerda; pautar na disputa eleitoral as demandas e lutas sociais. Além de apresentar um programa social e econômico que corresponda uma saída da crise pelas mãos dos trabalhadores.

Das lutas, nas ruas e urnas.
O final do primeiro semestre de 2016 é marcado por mobilizações. Estas na área da educação e da saúde pública. Do ‘reordenamento’ no atendimento da saúde de José Melo fecha postos de saúde à lei da ‘mordaça’ vinda da ALEAM. Foram luta de respostas distintas que fazem compreender o estágio da luta social no Amazonas.

Quando a resistência contra ajuste fiscal da saúde tomou as ruas nos bairros de Manaus, logo depois parou. A luta contra a lei da mordaça, já registrada aqui no blog, ultrapassa a iniciativa isolada passa para articulação de ativistas, movimentos, intelectuais e organizações políticas. Agora temos uma Frente Estadual chegou a organizar atividades públicas.

No início de agosto tivemos a definição da chapa da esquerda socialista, expressa na coligação PSOL e PCB com Queiroz e Taly, que refletiu mais uma localização política, do que um programa político. O fato de não constituir coligação com REDE foi um grande acerto por parte da direção do PSOL. Contudo, infelizmente, o PSTU escolheu nem participar de uma frente, nem lançar candidato próprio para apresentar um programa de contraponto ao ajuste fiscal e os governos de plantão.

No dia 16 de agosto, tivemos sindicatos e movimentos, organizando uma panfletagem contra as medidas dos governos de plantão. Uma iniciativa contra a PEC 241 e PLP 257 que são a base do ajuste fiscal de Temer; e em defesa dos empregos, salários e dos direitos. Esse diálogo inicial com a população no centro de Manaus denunciou-se também o descaso nos serviços públicos como saúde, transporte e educação praticados pelos governos tucanos de José Melo e Artur Neto. Este foi primeiro passo na resistência contra as medidas dos governos de plantão.

Durante o mês de agosto os concursados da SUSAM fizeram acampamento na frente da Secretaria de Saúde para exigir nomeação. Enquanto o governo José Melo decreta 'Estado de Emergência' na saúde pública. Evidenciando a calamidade no serviço público é reflexo dos cortes orçamentários.

No primeiro final de semana de setembro tivemos o ato 'Fora Temer' em Manaus, mesmo do caráter espontâneo, uma necessidade e um acerto; uma resposta a manobra parlamentar e as medidas reacionária do governo Temer. Essa atividade que registrei aqui, deixou evidente a necessidade de convergir as lutas sindicais, por direitos e de resistência no cenário político.

No feriado da independência (7 de Setembro), o Grito dos Excluídos em Manaus, refletiu mais uma vez a insatisfação contra cenário político. Evidenciou mais uma vez, essa iniciativa da arquidiocese da cidade e suas pastorais, como espaço de expressão popular. A participação de mais 600 pessoas que elemento de disposição de resistir a situação política abre uma oportunidade, principalmente para esquerda socialista regional.

Desta maneira, a esquerda socialista, apresenta-se tanto nas eleições como nas ruas. Está presente nos meios de comunicação com sua chapa apresentando uma alternativa. E também nas lutas, organizando a ação direta contra a mordaça e o ajuste fiscal.

O contexto está proporcionando uma localização de conjunto deste campo político regional que é independência da velha classe política e a dinâmica de uma luta sindical e popular.

Perspectiva, das tarefas da esquerda socialista regional
Afinal qual é essa esquerda se apresenta? Podemos delimita-los naqueles que tiveram no marco da oposição de esquerda como PSOL, PSTU e PCB. E também aquela vanguarda nasceu nas jornadas de junho de 2013 que ainda não estão organizados. E outros companheiros ativistas que apresentam disposição presente para lutar contra os governos que estão presente na esquerda petista. Contudo, não são alternativas por si mesmo, por sua simples presença.

O cabe a esquerda regional são duas tarefas. Uma, constituir um campo alternativo regional contra a velha classe política e consequentemente tome lições dos erros e vacilo da experiência petista no governo central.

Essa autonomia diante aconteça a partir de um programa político local. O mesmo refletindo demandas históricas e pertinentes. Da reversão das privatizações ao controle popular sobre o governo na capital e interior. Onde nossa classe – sujeito político - que resolva as desigualdades nossa região enfrenta há séculos.

A segunda tarefa é favorecer toda a luta e resistência aos governos de plantão e seus candidatos através da unidade na luta de todos estão dispostos a lutar. Sabemos que PT e PCdoB virão as atividades e manifestações contra os governos, sejam bem-vindos. No entanto, que tenham fraternidade de receber nossas críticas e que façam uma autocrítica; e principalmente que debate garanta que este cenário regional seja uma luta sindical e popular contra o ajuste fiscal e a retirada de direitos.

Isso não é fácil, cabe paciência e debate concreto, inclusive das diferenças que existem dentro da esquerda socialista. Hoje ninguém sozinho pode se postular com saída para crise política. E deve considerar ao máximo a dinâmica regional. Não temos agora uma organização ou movimento que leve milhares as ruas. É preciso de um trabalho de base, politizado, coletivo e amplo.


Da minha parte, mantenho a disposição, na construção da resistência nas ruas contra os governos de plantão. E possamos para garantir dignidade nos direitos e respeito ao trabalho. Contribuindo no debate político, na organização e ação direta dos indignados, dos desfavorecidos, dos explorados e oprimidos, nos locais de trabalho, moradia e estudo.
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